Mar 27, 2009

Moon&Ocean



Esta foto foi tirada no dia 13 de Agosto de 2008, na praia da Lota, no Algarve, quando estive de férias. Eram 19:28 e a Lua estava poucos graus acima do horizonte, em plena luz do dia. Reparei nesse cenário e num pequeno barco à vela que ia a passar nessa altura e achei que era uma combinação perfeita. Aqui ficam os resultados. Clicar para ver em tamanho real.
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This photo was taken on August 13th, 2008 in Algarve, while I was on holidays. At 19:28 the moon was just a few degrees above the horizon, in broad daylight. At that time, a little wind sailing boat was crossing the area and I thought that it made a wonderful combination. Click for full size.

Mar 24, 2009

Vénus - 13/03/09

Detalhes na imagem. Capturado com o equipamento habitual às 19h20 UT do dia 13 de Março. Processado com Registax V4 e CS3.
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Details on the photo.Captured with the usual equipment at 19h20 UT on March 13th. Processed with Registax V4 and CS3.

Mar 13, 2009

Vénus - 07/03/09

À medida que se aproxima da conjunção inferior Vénus continua a aumentar de diâmetro. Neste foto está com uns incríveis 50 segundos de arco! Apenas um fino crescente de 14%. Com o setup habitual, no dia 7 de Março às 18h54 UT.
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As Venus aproaches inferior conjuction its disk keeps widening. On this photo it is with 50 arc seconds and it shows a thin crescent of only 14%. Taken with the usual setup, on March 7 at 18h54 UT.

Mar 10, 2009

February 2009 Bright Challenge do CloudyNights

Ganhei o February 2009 Bright Challenge do CloudyNights! O tema era Vénus e ganhei com esta foto. Fiquei contente e vou tentar continuar a participar para evoluir ainda mais e por puro gozo e divertimento e também para partilhar astrofotos com outros. Fica aqui para recordar.
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I won CloudyNights' February 2009 Bright Challenge ! The subject was Venus and I entered with this photo. I'm glad with this win and I'll keep entering to develop my imaging skills, to have fun and to share astrophotos.

Mar 7, 2009

Podcast 30 Julho no 365 Days of Astronomy


É com agrado que anuncio que consegui um dia no 365 Days of Astronomy, um projecto do IYA2009, a nível mundial, que consiste em transmitir um podcast (em inglês), todos os dias de 2009. Foi complicado arranjar uma data pois já estava tudo ocupado, mas a organização conseguiu arranjar-me um dia, que será o dia 30 de Julho e o título do podcast é "A Tour through the Lives of the Stars", e é acerca da vida das estrelas e evolução estelar. Um breve resumo está disponível no calendário se clicarem no título do podcast. Agora só adianto mais no dia 30. Espero que oiçam.
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I'm glad to annouce that I "won" a day of 365 Days of Astronomy project. It is a worldwide project which consists in publishing a podcast (astronomy related) in every single day of 2009. The calendar was almost full but the organization could manage to get me a day. My podcast will be transmitted in July 30. The title is "A Tour through the Lives of the Stars" and I'll talk about stellar evolution. A brief description of the podcast is available in the calendar if you click on the podcast's title. Stay tuned on July 30 at 365 Days of Astronomy website!

Mar 3, 2009

Venus Evolution

Com mais uma temporada de Vénus a acabar e já com algumas imagens capturadas, decidi fazer esta composição para mostrar a evolução de Vénus ao longo das últimas semanas. É claramente visível que, com o avanço das semanas, o seu disco aumenta e a sua fase diminui. Todos os detalhes relevantes estão já incluídos na imagem (clicar para ver em tamanho real!). No entanto, a temporada ainda não acabou e vou ver se consigo acrescentar mais alguns Vénus até este atingir a sua conjunção inferior no dia 27 de Março. Todos os Vénus foram fotografados com SVP 8"+SPC900+ barlow Orion ShortyPlus 2x APO.
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With another season of Venus near the end and as I already have a pretty number of photos I made this composition which illustrates the evolution of Venus in the previous weeks. We can see that its disk is increasing in diameter, but its getting narrower with a phase that is very eye-catching. The relevant details are on the photo (click on it for full size!). However, the season isn't over yet and I will try to add a couple of Venus until March 27, when Venus reaches inferior conjunction. All captured with SVP 8"+SPC900+ barlow Orion ShortyPlus 2x APO.

Feb 28, 2009

Saturno - 23/02/09


Mais um Saturno. O original encontra-se ao centro com Titã, a sua maior lua, à sua direita. À esquerda está o mesmo Saturno, mas resized a 150%. Desta vez o seeing estava pior e não deu para obter uma melhor imagem e no processamento também me parece bastante escuro. Titã também aparece aqui azulada, mas deveria ser vermelha. Possivelmente será demasiado ténue para a SPC e por isso pode ter havido qualquer problema na detecção das cores. Vou tentar mais vezes, e espero que as condições estejam mais favoráveis.
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Another Saturn. At center, the original with Titan at right and the same Saturn but resized 150% at left. This time, the seeing was worse than the last time and the photo is a little dark. Titan is red, but it came out blue. It may be due to the low brightness of Titan to the SPC. I will try again to see if the red pops out.

Feb 23, 2009

Vénus - 18/02/09


Mais um Vénus, capturado no dia 18 de Fevereiro com o setup do costume. Só consegui aproveitar cerca de 100 frames pois o Registax não estava a conseguir alinhar os frames. Deu para registar a evolução da fase, e vou tentar continuar a acompanhar.
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Another Venus taken on February 18 with the usual setup. Only about 100 frames were used because there was something wrong with the alignment on Registax. However, I was able to catch the phase. Details on the photo.

Feb 20, 2009

1º Saturno de 2009


Aqui fica o primeiro Saturno de 2009 (clicar na imagem); à esquerda um resize de 150% e à direita a original. A SEB (South Equatorial Belt) e EZ (Equatorial Zone) são bem visíveis bem como a NEB (North Equatorial Belt). Os anéis estão quase em linha com a órbita da Terra impossibilitando o vislumbrar da Divisão de Cassini, mas a sombra dos anéis no disco de Saturno é facilmente visível nesta imagem. Note a quantidade de cores presente nesta imagem, gosto bastante das cores deste Saturno. O stacksize é de apenas uns 120 frames de um total de cerca de 1200; para a próxima tenho que aumentar o número de frames capturados para ter um stacksize maior de modo a ter menos ruído na imagem e para aumentar o SNR (Signal to Noise Ratio). O seeing estava razoável, mas espero encontrar noites mais estáveis. Processado no Registax V4 e CS3. Com SkyView Pro 8" EQ+SPC900+UV-IR block+Orion ShortyPlus barlow APO 2x, capturado às 1h04 UT do dia 14 de Fevereiro.
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This is my first Saturn of 2009(click on the photo for full size); at right the original and at left the same photo resized 150%. SEB (South Equatorial Belt) and EZ (Equatorial Zone) are well visible as well as NEB (North Equatorial Belt). The rings are almost edge on, so the Cassini Division doesn't show up, but the shadow of the rings casted on Saturn's disk is easy to see. Notice all the colour data, I really enjoy the colours on this Saturn. The stacksize is about 120 frame of 1200; next time I have to capture more frames to increase SNR (Signal to Noise Ratio). The seeing was fair but I hope that more stable nights will come. Processed in Registax V4 and CS3. With SkyView Pro 8" EQ+SPC900+UV-IR block+Orion ShortyPlus barlow APO 2x, captured at 1h04 UT on February 14.

Feb 17, 2009

Vénus - 11/02/09

Mais um Vénus. Capturado no dia 11 de Fevereiro com SVP 8"+SPC+barlow 2x APO. A imagem da esquerda é a original, a da direita é um resize de 200%. À medida que o disco cresce em diâmetro, a fase continua a dimunir. É uma pena que Vénus esteja a ficar cada vez mais baixo no céu, mas ainda vai estar bem posicionado para fotografar durante mais umas semanas. Até lá, é aproveitar!
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Here is another Venus taken on February 11 with SVP 8"+SPC+barlow 2x APO. At left the original image and at right the same image resized 200%. As well as the disk gets wider in diameter, it gets thinner. It's a pity that Venus is setting sooner every day, but we still have some weeks that will worth imaging it.

Feb 16, 2009

1º DSO

A minha primeira tentativa com DSI revelou-se um bocado complicada. Fotografar DSOs (Deep Space Objects) não tem nada a ver com fotografia planetária/lunar. O objecto eleito foi, como não poderia deixar de ser, a Nebulosa de Orion (M42). A montagem não estava em estação por isso o seguimento foi uma treta, e por isso usei exposições de 2,8s, o que é muitíssimo pouco. Ou era isso ou era voltar para casa de mãos a abanar. Tenho de ver se consigo pôr a montagem em estação mas para já não está a correr lá muito bem. Foto tirada no dia 11 de Fevereiro pelas 22h UT com SVP 8" e DSI. Stacking com Deep Sky Stacker (DSS) e ajustes no CS3 para puxar pela nebulosidade.
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Here is my first attempt with my DSI. Imaging DSOs revelead completely different of imaging planets and the moon. The object chosen was the Orion Nebula (M42). The mount wasn't polar aligned so, there was no good tracking and because of that I could only managed exposure time of about 2.8s (I know, that is almost nothing). I'll try again to polar align the mount. Taken on February 11 at 22h UT with SVP 8" and DSI. Stacked with Deep Sky Stacker (DSS) and adjustments in CS3 to pull out more nebulosity.

Feb 14, 2009

Vénus


Mais um Vénus fotografado no dia 6 de Fevereiro às 18h37 UT. Está cada vez maior e com a fase cada mais pronunciada. Com o setup habitual.

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Another Venus taken on February 6th at 18h37 UT. Its disk is getting wider and less illuminted. With the usual setup.

Feb 10, 2009

Mosaico: Quarto Crescente

Mosaico de 13 frames da Lua em quarto crescente no dia 2 de Fevereiro (clicar na imagem para ver em tamanho real 959x1793). Com SkyView Pro 8"+SPC900+UV-IR block. Notem a diferença de brilho entre as terras altas do Sul da Lua com os mares a Norte. Várias estruturas são bem visíveis: vales, montanhas, crateras com picos centrais, crateras cheias de lava, mares, raios a emanar de crateras, falhas, etc. Explorem!
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Mosaic of 13 frames of the Moon in first quarter on February 2nd (click on the photo for full size 959x1793). With SkyView Pro 8"+SPC900+UV-IR block. Notice the difference in brightness between northern maria and southern highlands. A variety of formations are visible like mountains, craters with central peaks, craters filled with lava and craters with bright rays, maria, rilles, etc. Explore the mosaic yourself!

Feb 7, 2009

Crescent Venus


Antes de ter fotografado a Lua e tirado as fotos anteriores, fui até Vénus. A brilhar intensamente a sudoeste, é difícil passar despercebido. Lá apontei o SkyView Pro 8" e espreitei pela ocular. Lá estava ele, com a sua fase notória e brilhante. Comparativamente à última vez que o tinha visto estava consideravelmente maior e com o seu disco menos iluminado e uma fase mais pronunciada. Feitas as contas, cresceu 6" e o seu disco está menos 10% iluminado. Lá usei de novo a ortoscópica com a barlow e...WOW! O único "problema" era o seeing, que parecia não estar tão bom (se bem que bom seeing, anda a escassear por estas bandas). Mas como não sou invejoso, lá meti a SPC900 na barlow para tirar uma foto para partilhar convosco! O resultado está aqui! Um bonito crescente 40% iluminado e com cerca de 31". Tirada em 02/02/09, às 18h09 UT.
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Shinning at magnitude -4.6 in the southwest, Venus isn't hard to notice. I pointed my SkyView Pro 8" and took a look at the eyepiece. There was Venus, bright and its phase was notorious. From the last time I saw it, Venus got bigger (it grew 6")and with its disk less illuminated (less 10%). With my ortho and barlow the view was amazing! The only "problem" was the poor seeing. As I am a nice person, I put my SPC900 in the barlow e took this photo to show you! Here is the result, a pretty waning crescent 40% illuminated, with a diameter of about 31". taken on 02/02/09, at 18h09 UT.

Feb 6, 2009

Montanhas, vales e diferentes crateras

Need a Place to Upload an Image? Go to Clipart Of.com

(Clicar na imagem para maior resolução) No mesmo dia que a foto anterior, apenas uns minutos depois, apontei o telescópio um pouco mais a Norte, na região dos Montes Alpes e Vallis Alpes, duas das formações mais bem conhecidas pelos astrónomos amadores. Vallis Alpes tem um comprimento de 190km e uma largura máxima de 10km. Os Montes Alpes são uma cordilheira situada na parte Norte da Lua e forma a fronteira nordeste do Mare Imbrium. Uma cratera interessante é Cassini. A sua superfície contém várias crateras, dentro dela própria! As duas mais "vistosas" são Cassini A e B, sendo A a maior das duas. Mais abaixo à direita encontram-se os Montes Caucasus que são uma prolongação dos Montes Apenninus e os seus picos mais elevados têm cerca de 6km! A cratera Aristoteles (com cerca de 87km de diâmetro) tem dois picos descentrados, no seu interior e forma um bonito par com Eudoxos. Edege é uma outra cratera, mas bem diferente das últimas. Isto porque o seu interior foi preenchido por lava, restando apenas o seu contorno para contar a história. Reparem nas sombras projectadas pelos picos montanhosos. Esta é uma área que engloba uma grande diversidade de formações.
----------------------------------------------------------------------------------Click on the photo for viewing in fullsize) . On the same day as the previous image, only after a couple of minutes, I pointed the scope just some degrees to the North, at the Vallis Alpes and Montes Alpes region. Vallis Alpes is a lenght of about 190km and a maximum of 10km wide. Montes Alpes forms the northeastern border of the Mare Imbrium. An interesting feature is the Cassini crater, with two remarkable craters inside its rim (Cassini A (the largest) and B). Below we find Montes Caucausus with peaks as height as 6km! It forms a continuation of the Montes Apenninus range to the southwest. Above at right is located Aristoteles and Eudoxos. Aristoteles has two peaks offcenter and Eudoxos has several ones at its center. Edege is a crater which was filled with lava and only its rim remains visible. This area really has a lot of different, remarkable features!

Feb 5, 2009

Montanhas, crateras e...instrumentos de exploração


Aqui fica uma foto da região dos Montes Apenninus, e fiz um GIF para legendar as partes mais relevantes (clicar na imagem para resolução original). Tirei esta foto com o meu SkyView Pro 8"+barlow APO 2x+ SPC900+UV-IR block, no dia 2 de Fevereiro. A zona dos Montes Apenninus está situada na zona Norte da Lua, a sudeste do grande Mare Imbrium. É, de facto, uma cordilheira formada pelos Mons Wolff , Mons Ampère, Mons Huygens, Mons Bradley, Mons Hadley Delta e Mons Hadley. É um remanescente do impacto que criou Imbrium e pensa-se que se formou pelo levantamento criado pelo impacto, que também escavou uma grande cratera que depois foi inundada por lava, formando o Mare imbrium e preenchendo esse "buraco", apenas sobrando parte dos seus contornos, entre os quais esta cadeia montanhosa. A zona marcada com um B, foi onde a missão Apollo 15 começou, e a letra A assinala o local onde se encontra a módulo lunar utilizado nessa mesma missão. Esta foi a quarta missão tripulada e a primeira a usar um "jipe lunar". A tripulação era composta por David Scott, Alfred Worden e James Irwin e o lançamento deu-se a 26 de julho de 1971. Nas imediações do local A (apelidado de Palus Putredinus) foi também o local em que a soviética Luna 2 se depenhou.
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This photo shows the Montes Apenninus area (click on the picture to see the GIF in full size), taken with my SkyView pro 8"+barlow APO 2x+ SPC900+UV-IR block, on February 2nd. It is located on the northern part of the Moon in the southeastern border of the large Mare Imbrium. In fact, it is a mountain range which contains the Mons Wolff , Mons Ampère, Mons Huygens, Mons Bradley, Mons Hadley Delta and Mons Hadley. Apennine Mountains are the remnant of the rim of the Imbrium impact basin and is thought to be made of the uplift of the terrain surrounding the excavated hole. The zone marked with a B, is the location of the Apollo 15 mission and the letter A indicates the place where the lunar module was left by the astronauts David Scott, Alfred Worden and James Irwin in July, 1971. It was the fourth mission to land on the Moon and the first of the "J missions", using a Lunar Rover. On the suburbs of A (Palus Putredinus) is also where the Luna 2 crashed.

Feb 2, 2009

XMM-Newton reanimado por antena de 34 metros!

No dia 18 de Outubro do passado ano, o contacto com a XMM-Newton não foi bem sucedido. Após ter comunicado normalmente com uma estação no Chile. Depois da nave deixar de ser contactável a partir do Chile, o seu sinal rádio era esperado por uma estação em Villafranca, Espanha, uma hora depois. No entanto, o contacto rádio não foi reestabelicido como previsto.
É um acontecimento relativamente comum com satélites, pois esta falha pode dever-se a um erro num comando, ou um raio cósmico bateu num chip de computador sendo necessário reiniciar a nave. No entanto, verificou-se que não era este o caso. Estaria a nave avariada e a rodar descontroladamente? Teria sido destruída por algum lixo em órbita?
3 dias depois, a deep space antenna de 35 metros da ESA, na Austrália, capturou um fraco sinal da XMM-Newton. A análise do sinal sugeriu uma falha no radio-transmissor (on-board Radio Frequency (RF) switch ). Uma outra antena da 34 metros da NASA em Goldstone, foi usada para enviar um sinal para reiniciar o RF.
"XMM-Newton agora está segura e totalmente sob controlo", disse Dietmar Heger, XMM-Newton Deputy Spacecraft Operations Manager no ESOC.
Lançada em Dezembro de 1999, a XMM-Newton é um observatório espacial de raios X.
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On October 18, after communicate with a tracking station in Chile, the radio signal was expected to be caught in another tracking station in Villafranca, Spain. However, no signal was heard.
Its relatively common with satellites; a loss of signal can be due to a mis-typed command or a cosmic ray hit on a computer chip requiring the spacecraft to be rebooted. But it wasn't the case. The fear that XMM-Newton had broken up scared X-ray astronomers.
3 days later, the ESA's deep space antenna with 35 meters, catured a faint signal from the spacecraft. Analysis of the signal suggested a failure in the on-board Radio Frequency (RF) switch. The 34 meter NASA antenna at Goldstone sent a signal to reset the switch.
“XMM-Newton is now safe and fully under control,” said Dietmar Heger, XMM-Newton Deputy Spacecraft Operations Manager at ESOC.
Launched on Decermber 1999, the XMM-Newton is a X-ray space observatory.

Jan 17, 2009

Venus Dichotomy


Depois de ter fotografado Vénus à cerca de um mês atrás, aqui fica o meu segundo Vénus. As nuvens estavam a ameaçar, e a cobrir o horizonte SW e W, deixando apenas visível um pouco de céu aqui e ali. No entanto, como um bom astrónomo amador que se preze, lá fui em montar o meu colector de fotões. Cerca de 5 minutos depois, o telescópio já tinha condensação, mas o céu estava mais limpo. Vénus parecia uma bola de fogo no céu ao crepúsculo. Lá apontei para Vénus, dei uma olhadela pela ocular, onde se via o seu disco meio iluminado, o seeing apesar de não ter estado particularmente bom, estava muito melhor que da última vez e permitiu-me ver Vénus com a minha ortoscópica e barlow a 333x. Desta vez, não usei filtro UV-IR block na SPC para tentar obter algum detalhe das nuvens venusianas. Ajustei também melhor os settings da webcam de modo a não obter o planeta sobreexposto como da última vez, retocar a focagem e começar a captura do avi de 3 minutos e meio. O resultado final foi a imagem acima (à esquerda, a imagem original; à direita, a mesma imagem resized 150%), com Vénus quase 50% iluminado (dicotomia), no entanto não obtive nenhum detalhe das núvens, o que não me surpreendeu visto que é muito difícil, e que só com filtros IR pass e UV pass é que se consegue obter bons resultados, pois as nuvens venusianas mostram-se melhor no UV. Com SkyView Pro 8"+SPC+barlow 2x APO, no dia 16 de Janeiro, às 17h53 UT.
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This is my second effort to image Venus. The clouds threatned to cover the sky, but as a good amateur astronomer, I set up my photons collector. Venus was shinning as a fireball in the dusk. Through the eyepiece, I could see Venus half illuminated (dichotomy), and even the seeing wasn't great, it was much better than last time, so, I tried my orthoscopic and barlow combo, and I saw Venus at 333x. This time, I didn't use the UV-IR block filter on my SPC to try to capture some cloud detail and I adjusted the settings to not overexpose the 2º planet. The result was the photo shown here (at left, the original image; at right, the same image resized 150%), where we can see the phase of Venus, but no cloud detail, which is not a surprise because it's hard to get these details without a IR pass and UV pass filters, because the clouds are better seen in UV. Setup: SkyView Pro 8"+SPC+barlow 2x APO, on January 16th, at 17h53 UT.

Jan 16, 2009

Afinal Marte Está Vivo


Há milhares de milhões de anos que Marte é frio e seco, aparentemente desprovido de vida, pelo menos à superfície. A sua atmosfera é tão rarefeita que qualquer água rapidamente evapora. No entanto, uma pesquisa publicada ontem na Science Express revela uma nova esperança para Marte. A primeira detecção de metano na atmosfera marciana indica que o planeta ainda está vivo, biológica ou geológicamente, de acordo com uma equipa da NASA e cientistas universitários.

"O metano é rapidamente destruído na atmosfera marciana por várias maneiras, por isso a nossa descoberta de focos com subtancial libertação de metano no hemisfério norte de Marte em 2003 indica que há algum processo a decorrer que liberta o gás", diz o responsável Michael Mumma do NASA's Goddard Space Flight Center. "A meio do verão no hemisfério norte, o metano é libertado a uma taxa comparável com o do massivo Coal Oil Point em Santa Barbara, Calif".


Muito do metano na Terra tem origem nos organismos vivos ao obter os seus nutrientes. No entanto, ele pode também ser produzido por processos geológicos, como a oxidação do ferro. "Não temos informação suficiente para dizer se a origem do metano é biológica ou geológica (ou ambas)", diz Mumma. "Mas diz-nos que o planeta ainda está vivo, pelo menos geológicamente".

Missões futuras, como a Mars Science Laboratory da NASA, poderão descobrir a origem do metano marciano. Uma maneira de saber se a vida é a fonte de metano é medindo as percentagens de isótopos. Os isótopos são versões mais pesadas de um elemento. Como a vida prefere usar isótopos leves, se o metano tiver menos deutério (isótopo do hidrogénio) que a água libertada com ele, em Marte, é um sinal que é a vida que está a produzir o metano.

Seja qual for a fonte de metano que pesquisas futuras revelarão - biológica ou geológica - uma coisa é certa: afinal de contas, Marte não está tão morto quanto isso.

Jan 14, 2009

Rádio-mistério

Um misterioso sinal ecoa pelo cosmos, impedindo os astrónomos de observar o calor gerado pelas pimeiras estrelas. Foi esta radiação que o ARCADE descobriu. O ruído é 6 vezes maior do que o esperado e os astrónomos não têm ideia do porquê.

Uma equipa liderada por Alan Kogut of NASA's Goddard Space Flight Center in Greenbelt, Md., anunciou na semana passada a descoberta de uma nova radiação de fundo, 6 vezes maior do que o previsto.
A descoberta foi feita pelo ARCADE (Radiometer for Cosmology, Astrophysics, and Diffuse Emission), a bordo de um balão a uma altitude de cerca de 36 500 metros.

"Em vez do fraco sinal que esperávamos encontrar, lá estava este ruído 6 vezes maior do que se previa". Análises detalhadas excluiram a hipótese de a origem ter vindo de estrelas primordiais ou de fontes rádio conhecidas. A fonte desta radiação de fundo permanece, por isso, em mistério.

"Isto é o que torna a ciência tão excitante", diz Michael Seiffert, um membro da equipa no NASA's Jet Propulsion Laboratory em Pasadena, Calif. "Traças um caminho para medir algo - neste caso, o calor emitido pelas primeiras estrelas - mas dás de caras com outra coisa completamente diferente e inexplicável".

O ARCADE é o primeiro instrumento suficientemente preciso para detectar esta radiação misteriosa. Para aumentar a sua sensibilidade dos seus receptores rádio, estes foram imersos em mais de 2 270 litros de hélio líquido a 2,7 Kelvin ( -270,3 ºC).

Este é a mesma temperatura que a radiação cósmica de fundo (CMB), descoberta em 1965. " Se o ARCADE está à mesma temperatura que a CMB, então o calor do instrumento não contamina o sinal", explica Kogut.