Feb 17, 2009

Vénus - 11/02/09

Mais um Vénus. Capturado no dia 11 de Fevereiro com SVP 8"+SPC+barlow 2x APO. A imagem da esquerda é a original, a da direita é um resize de 200%. À medida que o disco cresce em diâmetro, a fase continua a dimunir. É uma pena que Vénus esteja a ficar cada vez mais baixo no céu, mas ainda vai estar bem posicionado para fotografar durante mais umas semanas. Até lá, é aproveitar!
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Here is another Venus taken on February 11 with SVP 8"+SPC+barlow 2x APO. At left the original image and at right the same image resized 200%. As well as the disk gets wider in diameter, it gets thinner. It's a pity that Venus is setting sooner every day, but we still have some weeks that will worth imaging it.

Feb 16, 2009

1º DSO

A minha primeira tentativa com DSI revelou-se um bocado complicada. Fotografar DSOs (Deep Space Objects) não tem nada a ver com fotografia planetária/lunar. O objecto eleito foi, como não poderia deixar de ser, a Nebulosa de Orion (M42). A montagem não estava em estação por isso o seguimento foi uma treta, e por isso usei exposições de 2,8s, o que é muitíssimo pouco. Ou era isso ou era voltar para casa de mãos a abanar. Tenho de ver se consigo pôr a montagem em estação mas para já não está a correr lá muito bem. Foto tirada no dia 11 de Fevereiro pelas 22h UT com SVP 8" e DSI. Stacking com Deep Sky Stacker (DSS) e ajustes no CS3 para puxar pela nebulosidade.
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Here is my first attempt with my DSI. Imaging DSOs revelead completely different of imaging planets and the moon. The object chosen was the Orion Nebula (M42). The mount wasn't polar aligned so, there was no good tracking and because of that I could only managed exposure time of about 2.8s (I know, that is almost nothing). I'll try again to polar align the mount. Taken on February 11 at 22h UT with SVP 8" and DSI. Stacked with Deep Sky Stacker (DSS) and adjustments in CS3 to pull out more nebulosity.

Feb 14, 2009

Vénus


Mais um Vénus fotografado no dia 6 de Fevereiro às 18h37 UT. Está cada vez maior e com a fase cada mais pronunciada. Com o setup habitual.

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Another Venus taken on February 6th at 18h37 UT. Its disk is getting wider and less illuminted. With the usual setup.

Feb 10, 2009

Mosaico: Quarto Crescente

Mosaico de 13 frames da Lua em quarto crescente no dia 2 de Fevereiro (clicar na imagem para ver em tamanho real 959x1793). Com SkyView Pro 8"+SPC900+UV-IR block. Notem a diferença de brilho entre as terras altas do Sul da Lua com os mares a Norte. Várias estruturas são bem visíveis: vales, montanhas, crateras com picos centrais, crateras cheias de lava, mares, raios a emanar de crateras, falhas, etc. Explorem!
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Mosaic of 13 frames of the Moon in first quarter on February 2nd (click on the photo for full size 959x1793). With SkyView Pro 8"+SPC900+UV-IR block. Notice the difference in brightness between northern maria and southern highlands. A variety of formations are visible like mountains, craters with central peaks, craters filled with lava and craters with bright rays, maria, rilles, etc. Explore the mosaic yourself!

Feb 7, 2009

Crescent Venus


Antes de ter fotografado a Lua e tirado as fotos anteriores, fui até Vénus. A brilhar intensamente a sudoeste, é difícil passar despercebido. Lá apontei o SkyView Pro 8" e espreitei pela ocular. Lá estava ele, com a sua fase notória e brilhante. Comparativamente à última vez que o tinha visto estava consideravelmente maior e com o seu disco menos iluminado e uma fase mais pronunciada. Feitas as contas, cresceu 6" e o seu disco está menos 10% iluminado. Lá usei de novo a ortoscópica com a barlow e...WOW! O único "problema" era o seeing, que parecia não estar tão bom (se bem que bom seeing, anda a escassear por estas bandas). Mas como não sou invejoso, lá meti a SPC900 na barlow para tirar uma foto para partilhar convosco! O resultado está aqui! Um bonito crescente 40% iluminado e com cerca de 31". Tirada em 02/02/09, às 18h09 UT.
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Shinning at magnitude -4.6 in the southwest, Venus isn't hard to notice. I pointed my SkyView Pro 8" and took a look at the eyepiece. There was Venus, bright and its phase was notorious. From the last time I saw it, Venus got bigger (it grew 6")and with its disk less illuminated (less 10%). With my ortho and barlow the view was amazing! The only "problem" was the poor seeing. As I am a nice person, I put my SPC900 in the barlow e took this photo to show you! Here is the result, a pretty waning crescent 40% illuminated, with a diameter of about 31". taken on 02/02/09, at 18h09 UT.

Feb 6, 2009

Montanhas, vales e diferentes crateras

Need a Place to Upload an Image? Go to Clipart Of.com

(Clicar na imagem para maior resolução) No mesmo dia que a foto anterior, apenas uns minutos depois, apontei o telescópio um pouco mais a Norte, na região dos Montes Alpes e Vallis Alpes, duas das formações mais bem conhecidas pelos astrónomos amadores. Vallis Alpes tem um comprimento de 190km e uma largura máxima de 10km. Os Montes Alpes são uma cordilheira situada na parte Norte da Lua e forma a fronteira nordeste do Mare Imbrium. Uma cratera interessante é Cassini. A sua superfície contém várias crateras, dentro dela própria! As duas mais "vistosas" são Cassini A e B, sendo A a maior das duas. Mais abaixo à direita encontram-se os Montes Caucasus que são uma prolongação dos Montes Apenninus e os seus picos mais elevados têm cerca de 6km! A cratera Aristoteles (com cerca de 87km de diâmetro) tem dois picos descentrados, no seu interior e forma um bonito par com Eudoxos. Edege é uma outra cratera, mas bem diferente das últimas. Isto porque o seu interior foi preenchido por lava, restando apenas o seu contorno para contar a história. Reparem nas sombras projectadas pelos picos montanhosos. Esta é uma área que engloba uma grande diversidade de formações.
----------------------------------------------------------------------------------Click on the photo for viewing in fullsize) . On the same day as the previous image, only after a couple of minutes, I pointed the scope just some degrees to the North, at the Vallis Alpes and Montes Alpes region. Vallis Alpes is a lenght of about 190km and a maximum of 10km wide. Montes Alpes forms the northeastern border of the Mare Imbrium. An interesting feature is the Cassini crater, with two remarkable craters inside its rim (Cassini A (the largest) and B). Below we find Montes Caucausus with peaks as height as 6km! It forms a continuation of the Montes Apenninus range to the southwest. Above at right is located Aristoteles and Eudoxos. Aristoteles has two peaks offcenter and Eudoxos has several ones at its center. Edege is a crater which was filled with lava and only its rim remains visible. This area really has a lot of different, remarkable features!

Feb 5, 2009

Montanhas, crateras e...instrumentos de exploração


Aqui fica uma foto da região dos Montes Apenninus, e fiz um GIF para legendar as partes mais relevantes (clicar na imagem para resolução original). Tirei esta foto com o meu SkyView Pro 8"+barlow APO 2x+ SPC900+UV-IR block, no dia 2 de Fevereiro. A zona dos Montes Apenninus está situada na zona Norte da Lua, a sudeste do grande Mare Imbrium. É, de facto, uma cordilheira formada pelos Mons Wolff , Mons Ampère, Mons Huygens, Mons Bradley, Mons Hadley Delta e Mons Hadley. É um remanescente do impacto que criou Imbrium e pensa-se que se formou pelo levantamento criado pelo impacto, que também escavou uma grande cratera que depois foi inundada por lava, formando o Mare imbrium e preenchendo esse "buraco", apenas sobrando parte dos seus contornos, entre os quais esta cadeia montanhosa. A zona marcada com um B, foi onde a missão Apollo 15 começou, e a letra A assinala o local onde se encontra a módulo lunar utilizado nessa mesma missão. Esta foi a quarta missão tripulada e a primeira a usar um "jipe lunar". A tripulação era composta por David Scott, Alfred Worden e James Irwin e o lançamento deu-se a 26 de julho de 1971. Nas imediações do local A (apelidado de Palus Putredinus) foi também o local em que a soviética Luna 2 se depenhou.
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This photo shows the Montes Apenninus area (click on the picture to see the GIF in full size), taken with my SkyView pro 8"+barlow APO 2x+ SPC900+UV-IR block, on February 2nd. It is located on the northern part of the Moon in the southeastern border of the large Mare Imbrium. In fact, it is a mountain range which contains the Mons Wolff , Mons Ampère, Mons Huygens, Mons Bradley, Mons Hadley Delta and Mons Hadley. Apennine Mountains are the remnant of the rim of the Imbrium impact basin and is thought to be made of the uplift of the terrain surrounding the excavated hole. The zone marked with a B, is the location of the Apollo 15 mission and the letter A indicates the place where the lunar module was left by the astronauts David Scott, Alfred Worden and James Irwin in July, 1971. It was the fourth mission to land on the Moon and the first of the "J missions", using a Lunar Rover. On the suburbs of A (Palus Putredinus) is also where the Luna 2 crashed.

Feb 2, 2009

XMM-Newton reanimado por antena de 34 metros!

No dia 18 de Outubro do passado ano, o contacto com a XMM-Newton não foi bem sucedido. Após ter comunicado normalmente com uma estação no Chile. Depois da nave deixar de ser contactável a partir do Chile, o seu sinal rádio era esperado por uma estação em Villafranca, Espanha, uma hora depois. No entanto, o contacto rádio não foi reestabelicido como previsto.
É um acontecimento relativamente comum com satélites, pois esta falha pode dever-se a um erro num comando, ou um raio cósmico bateu num chip de computador sendo necessário reiniciar a nave. No entanto, verificou-se que não era este o caso. Estaria a nave avariada e a rodar descontroladamente? Teria sido destruída por algum lixo em órbita?
3 dias depois, a deep space antenna de 35 metros da ESA, na Austrália, capturou um fraco sinal da XMM-Newton. A análise do sinal sugeriu uma falha no radio-transmissor (on-board Radio Frequency (RF) switch ). Uma outra antena da 34 metros da NASA em Goldstone, foi usada para enviar um sinal para reiniciar o RF.
"XMM-Newton agora está segura e totalmente sob controlo", disse Dietmar Heger, XMM-Newton Deputy Spacecraft Operations Manager no ESOC.
Lançada em Dezembro de 1999, a XMM-Newton é um observatório espacial de raios X.
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On October 18, after communicate with a tracking station in Chile, the radio signal was expected to be caught in another tracking station in Villafranca, Spain. However, no signal was heard.
Its relatively common with satellites; a loss of signal can be due to a mis-typed command or a cosmic ray hit on a computer chip requiring the spacecraft to be rebooted. But it wasn't the case. The fear that XMM-Newton had broken up scared X-ray astronomers.
3 days later, the ESA's deep space antenna with 35 meters, catured a faint signal from the spacecraft. Analysis of the signal suggested a failure in the on-board Radio Frequency (RF) switch. The 34 meter NASA antenna at Goldstone sent a signal to reset the switch.
“XMM-Newton is now safe and fully under control,” said Dietmar Heger, XMM-Newton Deputy Spacecraft Operations Manager at ESOC.
Launched on Decermber 1999, the XMM-Newton is a X-ray space observatory.

Jan 17, 2009

Venus Dichotomy


Depois de ter fotografado Vénus à cerca de um mês atrás, aqui fica o meu segundo Vénus. As nuvens estavam a ameaçar, e a cobrir o horizonte SW e W, deixando apenas visível um pouco de céu aqui e ali. No entanto, como um bom astrónomo amador que se preze, lá fui em montar o meu colector de fotões. Cerca de 5 minutos depois, o telescópio já tinha condensação, mas o céu estava mais limpo. Vénus parecia uma bola de fogo no céu ao crepúsculo. Lá apontei para Vénus, dei uma olhadela pela ocular, onde se via o seu disco meio iluminado, o seeing apesar de não ter estado particularmente bom, estava muito melhor que da última vez e permitiu-me ver Vénus com a minha ortoscópica e barlow a 333x. Desta vez, não usei filtro UV-IR block na SPC para tentar obter algum detalhe das nuvens venusianas. Ajustei também melhor os settings da webcam de modo a não obter o planeta sobreexposto como da última vez, retocar a focagem e começar a captura do avi de 3 minutos e meio. O resultado final foi a imagem acima (à esquerda, a imagem original; à direita, a mesma imagem resized 150%), com Vénus quase 50% iluminado (dicotomia), no entanto não obtive nenhum detalhe das núvens, o que não me surpreendeu visto que é muito difícil, e que só com filtros IR pass e UV pass é que se consegue obter bons resultados, pois as nuvens venusianas mostram-se melhor no UV. Com SkyView Pro 8"+SPC+barlow 2x APO, no dia 16 de Janeiro, às 17h53 UT.
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This is my second effort to image Venus. The clouds threatned to cover the sky, but as a good amateur astronomer, I set up my photons collector. Venus was shinning as a fireball in the dusk. Through the eyepiece, I could see Venus half illuminated (dichotomy), and even the seeing wasn't great, it was much better than last time, so, I tried my orthoscopic and barlow combo, and I saw Venus at 333x. This time, I didn't use the UV-IR block filter on my SPC to try to capture some cloud detail and I adjusted the settings to not overexpose the 2º planet. The result was the photo shown here (at left, the original image; at right, the same image resized 150%), where we can see the phase of Venus, but no cloud detail, which is not a surprise because it's hard to get these details without a IR pass and UV pass filters, because the clouds are better seen in UV. Setup: SkyView Pro 8"+SPC+barlow 2x APO, on January 16th, at 17h53 UT.

Jan 16, 2009

Afinal Marte Está Vivo


Há milhares de milhões de anos que Marte é frio e seco, aparentemente desprovido de vida, pelo menos à superfície. A sua atmosfera é tão rarefeita que qualquer água rapidamente evapora. No entanto, uma pesquisa publicada ontem na Science Express revela uma nova esperança para Marte. A primeira detecção de metano na atmosfera marciana indica que o planeta ainda está vivo, biológica ou geológicamente, de acordo com uma equipa da NASA e cientistas universitários.

"O metano é rapidamente destruído na atmosfera marciana por várias maneiras, por isso a nossa descoberta de focos com subtancial libertação de metano no hemisfério norte de Marte em 2003 indica que há algum processo a decorrer que liberta o gás", diz o responsável Michael Mumma do NASA's Goddard Space Flight Center. "A meio do verão no hemisfério norte, o metano é libertado a uma taxa comparável com o do massivo Coal Oil Point em Santa Barbara, Calif".


Muito do metano na Terra tem origem nos organismos vivos ao obter os seus nutrientes. No entanto, ele pode também ser produzido por processos geológicos, como a oxidação do ferro. "Não temos informação suficiente para dizer se a origem do metano é biológica ou geológica (ou ambas)", diz Mumma. "Mas diz-nos que o planeta ainda está vivo, pelo menos geológicamente".

Missões futuras, como a Mars Science Laboratory da NASA, poderão descobrir a origem do metano marciano. Uma maneira de saber se a vida é a fonte de metano é medindo as percentagens de isótopos. Os isótopos são versões mais pesadas de um elemento. Como a vida prefere usar isótopos leves, se o metano tiver menos deutério (isótopo do hidrogénio) que a água libertada com ele, em Marte, é um sinal que é a vida que está a produzir o metano.

Seja qual for a fonte de metano que pesquisas futuras revelarão - biológica ou geológica - uma coisa é certa: afinal de contas, Marte não está tão morto quanto isso.

Jan 14, 2009

Rádio-mistério

Um misterioso sinal ecoa pelo cosmos, impedindo os astrónomos de observar o calor gerado pelas pimeiras estrelas. Foi esta radiação que o ARCADE descobriu. O ruído é 6 vezes maior do que o esperado e os astrónomos não têm ideia do porquê.

Uma equipa liderada por Alan Kogut of NASA's Goddard Space Flight Center in Greenbelt, Md., anunciou na semana passada a descoberta de uma nova radiação de fundo, 6 vezes maior do que o previsto.
A descoberta foi feita pelo ARCADE (Radiometer for Cosmology, Astrophysics, and Diffuse Emission), a bordo de um balão a uma altitude de cerca de 36 500 metros.

"Em vez do fraco sinal que esperávamos encontrar, lá estava este ruído 6 vezes maior do que se previa". Análises detalhadas excluiram a hipótese de a origem ter vindo de estrelas primordiais ou de fontes rádio conhecidas. A fonte desta radiação de fundo permanece, por isso, em mistério.

"Isto é o que torna a ciência tão excitante", diz Michael Seiffert, um membro da equipa no NASA's Jet Propulsion Laboratory em Pasadena, Calif. "Traças um caminho para medir algo - neste caso, o calor emitido pelas primeiras estrelas - mas dás de caras com outra coisa completamente diferente e inexplicável".

O ARCADE é o primeiro instrumento suficientemente preciso para detectar esta radiação misteriosa. Para aumentar a sua sensibilidade dos seus receptores rádio, estes foram imersos em mais de 2 270 litros de hélio líquido a 2,7 Kelvin ( -270,3 ºC).

Este é a mesma temperatura que a radiação cósmica de fundo (CMB), descoberta em 1965. " Se o ARCADE está à mesma temperatura que a CMB, então o calor do instrumento não contamina o sinal", explica Kogut.

Jan 10, 2009

Maior Lua Cheia do Ano

Este final de semana a Lua atingiu a fase de Lua Cheia e, simultâneamente, encontra-se no perigeu (momento em que está mais próxima da Terra, que atinge uma vez por mês (podendo atingir duas vezes)). Assim sendo, a Lua está 14% maior e 33% mais brilhante que o habitual. E este fim de semana Portugal tem um bónus! Neve! Lá fora, com o brilho acrescido desta Lua Cheia em perigeu e com a paisagem coberta de neve (diminuindo a luz absorvida) parece estar uma noite muito mais clara que o costume! Vão dar uma olhadela lá fora.
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This weekend's full moon is the biggest of 2009, because the moon has reached the perigee and because of that, it is 14% wider and 33% brighter than usual. A brighter moon combined with the unusual snow that fell in Portugal this weekend (which absorves less ligh), make the night look less dark than we are used to see.

Jan 9, 2009

Buracos Negros e Galáxias: Quem Nasceu Primeiro?


O equivalente astronómico da pergunta "quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?". Os astrónomos têm vindo a descobrir que as galáxias supermassivas alojam buracos negros nos seus centros, e ainda outra peculiaridade: qualquer que seja a massa do buraco negro, o bojo da sua galáxia é constituído por estrelas velhas e contém sempre cerca de 700 vezes essa massa. Agora a questão que surge é: quem nasceu primeiro, o buraco negro ou a galáxia?

Quarta-feira, novos resultados foram anunciados sugerindo que foram os buracos negros que primeiro se formaram. Uma equipa internacional liderada por Chris Carilli (National Radio Astronomy Observatory) usando vários radiotelescópios em vários países, observaram 4 quasares distantes (galáxias com forte actividade no seu núcleo brilhante, provocada pelo seu buraco negro). Devido à sua grande distância entre nós, a luz que nos chega foi a que partiu desses quasares apenas mil milhões de anos (ou menos) depois do Big Bang!

Os resultados obtidos revelaram que o bojo era apenas 30 vezes mais massivo que o buraco negro. "Em todos os quatro casos, as massas dos buracos negros eram 20 a 30 vezes maiores do que o previsto com base na relação observada no Universo nas redondezas", diz Carilli. "A conclusão mais simples é que primeiro surgiram os buracos negros, e de alguma forma cresceram galáxias à sua volta".

No entanto, Carilli aponta que estes resultados necessitam de ser confirmados com observações futuras, inclusivé melhores estudos com grandes radiotelescópios actualmente em construção, nomeadamente o Expanded Very Large Array (EVLA) e o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA).

Fonte: http://www.nrao.edu/pr/2009/bhbulge/j1148.slide.jpg

Jan 3, 2009

AIA 2009

2009 é o Ano Internacional da Astronomia, 400 anos depois de Galileu Galilei apontar o seu telescópio para o firmamento. É um acontecimento à escala mundial com o principal objectivo de divulgar a Astronomia para o indivíduo comum, bem como a partir desta as ciências em geral.
Portugal também participa no evento, mais informações no site http://www.astronomia2009.org/
Feliz 2009 e sucesso ao AIA 2009!

Dec 22, 2008

Vénus: primeira foto!

SPC900NC+UV-IR block, SVP8. 17h24 UT

SPC900NC+UV-IR block+barlow 2x, SVP8. 17h35 UT

Aqui ficam duas fotos de Vénus, a primeira vez que fotografei este planeta! O seu brilho intenso dificultou um pouco a captura, mas depois de alguma paciência e retoques na focagem Vénus lá se fez ver, com a sua fase de 63% bem notória e o seu disco de 19,2". Ainda estava o céu azul apesar de o Sol já se ter posto para capturar Vénus com a maior altura possível em relação ao horizonte, mas mesmo assim o seeing estava fraco. Capturado no dia 20 de Dezembro.
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These are my first photos of Venus! Its bright made the capture a little tricky, but with some patient and accurate focus, Venus showed up on my laptop screen with its disk of 19,2" and 63% illuminated. At the time the sky still was light blue because I wanted to catch Venus high in the sky but the seeing wasn't good. Taken on December 20.

Dec 21, 2008

Ursidas sob escuta

Tal como aconteceu com as Geminidas, o SpaceWeather.com irá transmitir as Ursidas em áudio, a partir de radar da Air Force Space Surveillance Radar, Texas. Mantenham-se à escuta.
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SpaceWeather.com is broadcasting live audio from the Air Force Space Surveillance Radar in Texas of the Ursids.

Dec 20, 2008

Ursidas

Depois das Geminidas aqui estão as Ursidas, desta vez o radiante tem lugar na constelação da Ursa Menor, com o máximo no dia 22 e com um ZHR de cerca de 10. ZHR é o Zenith Hour Rate, e corresponde ao número de meteoros visíveis, por hora, num céu escuro se o radiante estivesse no zénite. Mais informação em: http://www.imo.net/calendar/2008#urs
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The peak of the Ursid meteor shower occurs on Decermber 22, with a ZHR of 10. ZHR is the number of meteors per hour that you would see in a dark sky and if the radiant were in the zenith. More info at: (see the link)

Dec 13, 2008

Escutando meteoros

Quem tiver o céu nublado ou acha está demasiado frio para ir lá para fora para ver alguns meteoros pode "ouvi-los". Para isso basta ir ao SpaceWeather.com pois a Air Force Space Surveillance Radar no Texas está a disponibilizar uma transmissão de audio e cada vez que um meteoro passa pelo local emite um som característico. Ponham-se à escuta esta noite!

http://wowzaweb.streamguys.com/~spaceweather/

Geminidas

As Geminidas são uma das maiores chuvas de meteoros do ano, e este ano o pico espera-se que seja nos dias 13 e 14 de Dezembro, por isso, quem tiver o céu limpo, muito agasalho e quiser desfrutar do espetáculo deve ir atrás dos meteoros na noite de 13 para 14. No entanto, este ano a lua cheia (que é a maior e a mais brilhante do ano!) vai "estragar" o espetáculo pois o seu brilho não permitirá ver os meteoros mais ténues o que fará diminuir o número habitual de 100 meteoros por hora para cerca de 20 meteoros por hora.

Chamam-se Geminidas pois o radiante (local no céu de onde parecem vir os meteoros) situa-se na constelação de Gémeos. Este chuva acontece anualmente quando a órbita da Terra cruza o rasto de poeiras deixado pelo cometa 3200 Phaethon que já se encontra extinto.
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The Gemini meteor shower peaks on December 13th and 14th, but this year the show will be spoiled by the almost full moon which is the biggest full moon of the year. In a dark sky it usually achieves rates of 100 meteors per hour, but this year it should be about 20 meteors per hour because of the glare of the moon.

They are called Geminids because meteors seem to come from the constelation of Gemini. This happens when Earth passes through the debris left by the extinct comet 3200 Phaethon.

Dec 6, 2008

Notícias/News

Decidi começar a por no blog também algumas notícias para dar mais conteúdos, mais informação e mais vida ao blog.

O tempo não tem estado famoso para observações, mas mal as nuvens permitam, irei à caça de mais fotografias que colocarei aqui.

Ainda não sei se colocarei as notícias também em versão inglesa, por isso comentários e opiniões serão muitíssimo bem vindos.

Céus limpos
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I have decided to include some news to improve this blog and add contents.

I still doesn't know if I will to include an english version, so every comments and opinions would be great! Leave a comment or contact me.

Clear skies